Início › Artigos

Reforma Tributária e Marketplaces: o que muda para vendedores em 2027

📅 9 de setembro de 2026⏱ 10 min de leitura✍ Equipe CalculaLucro

A Reforma Tributária já está em curso e vai mexer diretamente com quem vende em marketplace. Não é assunto para 2027 — decisões importantes precisam ser tomadas ainda em 2026, e o impacto no capital de giro pode ser grande para quem não se preparar.

O que são IBS e CBS

A reforma substitui vários tributos por dois principais:

A lógica passa a ser de imposto sobre valor agregado, com crédito ao longo da cadeia — diferente do modelo cumulativo que muitos vendedores conhecem hoje.

O split payment: a mudança que mais afeta o caixa

Este é o ponto que exige atenção. No modelo de split payment, parte do imposto é separada no momento do pagamento, antes mesmo do dinheiro chegar na sua conta.

O que muda na prática

Hoje você recebe o valor da venda e recolhe o imposto depois, no vencimento. Nesse intervalo, o dinheiro do imposto circula no seu caixa como capital de giro temporário.

Com o split, a parcela do imposto é retida direto na liquidação. O valor que entra na conta já vem líquido — e aquele capital de giro temporário deixa de existir.

Para quem opera no limite de caixa, isso pode ser mais impactante que a alíquota em si. Vale simular quanto do seu giro atual depende desse intervalo.

O Simples Nacional foi mantido — mas com uma decisão a tomar

O Simples Nacional continua existindo. A novidade é que empresas optantes terão uma escolha a fazer sobre como IBS e CBS serão recolhidos.

Prazo importante

Entre 1º e 30 de setembro de 2026, empresas elegíveis fazem a opção pelo Simples Nacional para 2027 e definem o regime de recolhimento de IBS e CBS. Converse com seu contador dentro dessa janela.

A decisão não é trivial: recolher por dentro do Simples é mais simples operacionalmente, mas pode limitar o aproveitamento de créditos. Para quem vende B2B ou tem cadeia de fornecedores relevante, a análise muda.

Por que isso importa para precificação

Hoje, quem está no Simples Nacional comércio calcula com cerca de 4% de imposto sobre o faturamento. Esse número entra no denominador da fórmula de preço.

Com a transição, três coisas mudam:

  1. A alíquota efetiva pode ser diferente, dependendo do regime escolhido
  2. O crédito de entrada passa a ter peso maior na conta — comprar de fornecedor que gera crédito vira vantagem
  3. O momento do recolhimento muda com o split payment, afetando o fluxo de caixa

Como se preparar desde já

Cuidado com informação de segunda mão

A transição é longa e cheia de detalhes que variam por setor e porte. Muita coisa circulando em grupos de vendedores está incompleta ou desatualizada. Baseie decisões na orientação do seu contador e nas publicações oficiais da Receita.

O que não muda

Vale dizer o que segue igual, porque muita gente se assusta à toa:

Perguntas frequentes

Vou pagar mais imposto?

Depende do setor, do porte e do regime. Para comércio no Simples, a expectativa é de estabilidade relativa. O impacto maior tende a ser operacional e de fluxo de caixa, não de alíquota.

Preciso mudar de regime agora?

Não por causa da reforma isoladamente. Mude de regime pelos motivos de sempre: limite de faturamento, necessidade de sócio ou funcionário. A reforma entra como mais uma variável na análise, não como gatilho.

Como ajusto a calculadora?

Continue usando a alíquota efetiva que seu contador informa. Na aba Impostos você seleciona o regime ou insere um percentual personalizado — quando a sua alíquota mudar, é só atualizar esse campo.

Calcule o preço certo agora

Calculadora gratuita com as taxas de setembro/2026 de 11 plataformas.

Usar a Calculadora Grátis